Exames de sangue excluem problema de intolerância à glicose



Dois tipos diferentes de exames de sangue foram comparados e o resultado pode ajudar no diagnóstico de intolerância a glicose/glicídeos em indivíduos de alto risco para desenvolver diabetes. Os dois testes em questão foram o de hemoglobina glicada (HbA1c), e o teste oral de intolerância à glicose (OGTT), em que o sangue do paciente é testado antes de ele ingerir uma solução padrão de glicose e depois em vários intervalos superiores a duas horas.
Em um estudo conduzido pelo Hospital Universitário de la Virgen Macarena, em Sevilha, Espanha, 713 pacientes com até dois fatores de risco para o desenvolvimento de diabete tipo 2 foram selecionados para integrar o estudo. Os dois tipos de exame foram realizados em todos os indivíduos participantes. Os pacientes cuja concentração de glicose foi verificada abaixo de 7,0 mmol/L foram submetidos ao teste de intolerância a glicose (OGTT).
A partir do estudo foi possível identificar que 234 pacientes foram diagnosticados como euglicêmicos e apresentavam níveis normais de glicose no sangue, 200 fizeram glicemia de jejum, 118 apresentaram problemas/erros na medição de intolerância a glicose e 161 foram diagnosticados de acordo com os critérios do diabete tipo 2. O teste de intolerância a glicose foi realizado em 596 pacientes (83,6%) e foram detectadas diferenças estatísticas importantes nas concentrações de HbA1C em todos os grupos analisados.
Testes de curva glicêmica foram realizados para verificar a capacidade do teste HbA1c de discernir entre os dois tipos de intolerância à glicose: a normal e a defeituosa. Os autores concluíram que o HbA1c pode ser usado para detectar o alto risco de desenvolver diabetes tipo 2. O estudo foi publicado em dezembro de 2010, no Clinical Chemistry and Laboratory Medicine Journal. 
Fonte: Labmedica.com

Publicado em: 10/4/2015

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